Gente, cada dia mais sou dependente de um mau moderno... o app Easy Táxi, ele é quase indispensável para nós com alguma restrição de locomoção. Pois como as ruas de nossa linda Porto Alegre são tão “bem” desenhadas, dimensionada as necessidades de pessoas tão especiais como nós, nossa cidade parece a capital “Européia” kkkkkk. Nesse sábado, meu excelentíssimo esposo me levou ao Bourbon da Assis Brasil, e ao procurar vaga especial na frente do Super, se deparou com um desses “profissionais do transito” bem belo estacionado na vaga preferencial.
Reclamamos para os seguranças do shopping, que nos respondeu dizendo: “O que podemos fazer?” Meu esposo ligou para a EPTC na intenção que o problema fosse solucionado e que pudéssemos estacionar o carro próximo a porta..ah jura, né? Adivinhem?? Eles responderam que não podem autuar dentro de estacionamentos particulares.
Então, vamos “divulgar” esses “profissionais do transito”... e lembrá-los que essas vagas não são deles, nem por um minutinho!!
Aventuras e perrengues passados por uma cadeirante super bem humorada.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Dez Coisas que nunca devem ser ditas ou feitas com um cadeirante
1- Não sei se a todos, mas a mim me irrita profundamente, a pessoa chegar por traz e sem nem me avisar “me transportar” para outro lugar. Não é só porque não posso “sair da frente” caminhando, que eu não seja capaz de me locomover.
2- Nunca diga: “ Você é tão bonito(a) para estar numa cadeira de rodas”. Gente, quer dizer que se eu fosse feia que nem a princesa Fiona ai poderia??
3- Usar a cadeira ou o meu colo de “cabide”. Sacolas, casacos e qualquer outra coisa ser pendurada na cadeira ou socado no nosso colo é profundamente perturbador, pois além de atrapalhar nossa locomoção, pesa e ficamos com a sensação de sermos apenas um cabide e não uma pessoa se locomovendo.
4- “Ah, eu sei bem o que você está passando... já quebrei a perna e tive que usar a cadeira de rodas”. Acredite, só quem sabe o que a gente passa é quem realmente tem alguma deficiência e não tem como sair dessa situação. Mesmo que você ache que imagina como seja, só tem essa visão quem realmente esta na perspectiva de 1 metro de altura aproximado, o mundo é visto bem diferente.
5- “Você faz sexo normalmente?” Não, eu faço sexo anormal, ou melhor faço sexo selvagem e com alienígenas kkkkkkk.
6- “Eu estacionei aqui só por um minutinho”. Essa vaga não é sua, nem por um segundo amigo!! Você é saudável, pode se locomover com facilidade, não pode usar essa vaga, e essa desculpa é usada com uma frequência absurda. Mesmo que você esteja de pé quebrado, ou algo do gênero não tem direito a essa vaga. Por Favor, respeite ou aguente a “vingança” kkkkk. Eu uso de algumas pegadinhas bem elaboradas para os “espertinhos” de plantão.
7- “Tudo acontece por algum motivo.” Argh....não que eu não seja religiosa e tal, mas colocar a culpa em Deus, isso é foda! Mesmo que tem algum motivo, ouvir isso de todo mundo é um sacooo!! Além de não ajudar, não consolar, deixa subentendido que “algo fizemos de errado e estamos pagando por isso”.
8- “Deixa que eu te levo”. Somos cadeirantes, não totais incapazes, seja gentil e pergunte: Você precisa de ajuda? Parece a mesma coisa, mas muda muito do que “nos forçar” a ser ajudados. Na maioria das vezes conseguimos fazer as coisas sem ajuda.
9- Frases do tipo: “Coitadinha..” “Nossa, que legal ele namora uma cadeirante”, “que bom que você sai na rua” e outras tantas idiotices. Não estamos mortos e nem somos coitados.
10- Nunca se pendure atrás da cadeira de rodas! Isso é chato pra caralho!
2- Nunca diga: “ Você é tão bonito(a) para estar numa cadeira de rodas”. Gente, quer dizer que se eu fosse feia que nem a princesa Fiona ai poderia??
3- Usar a cadeira ou o meu colo de “cabide”. Sacolas, casacos e qualquer outra coisa ser pendurada na cadeira ou socado no nosso colo é profundamente perturbador, pois além de atrapalhar nossa locomoção, pesa e ficamos com a sensação de sermos apenas um cabide e não uma pessoa se locomovendo.
4- “Ah, eu sei bem o que você está passando... já quebrei a perna e tive que usar a cadeira de rodas”. Acredite, só quem sabe o que a gente passa é quem realmente tem alguma deficiência e não tem como sair dessa situação. Mesmo que você ache que imagina como seja, só tem essa visão quem realmente esta na perspectiva de 1 metro de altura aproximado, o mundo é visto bem diferente.
5- “Você faz sexo normalmente?” Não, eu faço sexo anormal, ou melhor faço sexo selvagem e com alienígenas kkkkkkk.
6- “Eu estacionei aqui só por um minutinho”. Essa vaga não é sua, nem por um segundo amigo!! Você é saudável, pode se locomover com facilidade, não pode usar essa vaga, e essa desculpa é usada com uma frequência absurda. Mesmo que você esteja de pé quebrado, ou algo do gênero não tem direito a essa vaga. Por Favor, respeite ou aguente a “vingança” kkkkk. Eu uso de algumas pegadinhas bem elaboradas para os “espertinhos” de plantão.
7- “Tudo acontece por algum motivo.” Argh....não que eu não seja religiosa e tal, mas colocar a culpa em Deus, isso é foda! Mesmo que tem algum motivo, ouvir isso de todo mundo é um sacooo!! Além de não ajudar, não consolar, deixa subentendido que “algo fizemos de errado e estamos pagando por isso”.
8- “Deixa que eu te levo”. Somos cadeirantes, não totais incapazes, seja gentil e pergunte: Você precisa de ajuda? Parece a mesma coisa, mas muda muito do que “nos forçar” a ser ajudados. Na maioria das vezes conseguimos fazer as coisas sem ajuda.
9- Frases do tipo: “Coitadinha..” “Nossa, que legal ele namora uma cadeirante”, “que bom que você sai na rua” e outras tantas idiotices. Não estamos mortos e nem somos coitados.
10- Nunca se pendure atrás da cadeira de rodas! Isso é chato pra caralho!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Emoções à 4 rodas
Bom, em janeiro de 2015 tive um novo surto, que até o
momento me deixou em uma cadeira de rodas, mas isso não vai me abater e nem me
tirar o bom humor.
É como eu disse para uma amiga minha logo que eu contei que
tinha descoberto que era portadora de E.M: “Amiga, não dá nada, eu só vou ter
que usar fraldas mais cedo” kkkkkkkkkk.
Ela me disse que meu humor era negro, mas
acabou rindo.
Depois de dezenas de tentativas de entrar e sair do carro
para a cadeira, e desastrosamente errar o pulo e cair no chão, entre a cadeira
e o carro, só levei muitas risadas e vários roxos, pena que não filmei nenhum
tombo.
Gente, eu sempre digo, nunca reclamem, pois sempre pode
ficar pior, Acreditem!!! Ficou, porque não basta estar na cadeira de rodas,
tem que estar na cadeira de rodas e ficar com uma diarréia violenta, isso sim
é FODA!!! :P
Bengala “bombril”
Com o passar do tempo, a minha bengala passou a ser uma
extensão do meu corpo, ao cumulo de ela ficar grudada a minha outra “bengala”,
os óculos tomar banho com a bengala ao lado da porta do box já era
corriqueiro, mas cenas cômicas ou bizarras como entrar no mar ou na piscina,
apesar de comuns para mim, continuava a arrancar olhares no mínimos curiosos
sobre mim.
Mas o que não se pode negar, que em muitas ocasiões chega a
arrancar risadinhas dos observadores, como nas vezes em que eu pegava ônibus e
sentada, erguia a minha bengala e com a ponta dela puxava o cordão para avisar a
parada e descer, sempre ouvia risadas, eu olhava com o olhar tipo, tenho que
me virar, dependendo o mínimo possível.
Ainda tem as cenas em que eu chamo as pessoas que estão mais
a frente com um “cutuco” de bengala, ou apago a luz sem ter que chegar ate o
interruptor, além de servir para puxar diversas coisas para perto de mim. Funciona
bem também como pau de pancada para bater em alguém kkkkkk, muito já dei
bengaladas por ai.
Mas o que realmente deixava todos me olhando e rindo, era
onde eu “acomodava” a bengala enquanto precisava das duas mãos livres para
algum motivo,no meio das pernas rsrsrrrsrrsrsrsrsrsrs.
Que gente
maliciosa ;-)
Consultas em longa distância
Logo no
inicio da investigação para descobrir onde fica o meu botão de autodestruir se
localiza, para que eu possa desativa-lo, a corrida contra o tempo do tic-tac da
bomba relógio que parecia estar em
contagem regressiva no meu corpo.
Passei por tantas experiências que achei até
que eu tinha doado o meu corpo para a ciência e não sabia kkkkkk.
Fiz
tantos exames, de doenças raras até a HIV, ufaa deu negativo, me furaram de
tudo que foi jeito, exames que mais pareciam uma tortura medieval. Várias hipóteses
e nenhum diagnóstico.
O que mais me desesperava era não saber o que eu tinha, pois quando você tem algo concreto, que sabe como lidar e tratar, parece que dá um alivio uma certa segurança.
O que mais me desesperava era não saber o que eu tinha, pois quando você tem algo concreto, que sabe como lidar e tratar, parece que dá um alivio uma certa segurança.
Consultei
com dezenas de neurologistas de Porto Alegre, enquanto tudo parecia que algum
vírus mutante alienígena que estava tentando descobrir o funcionamento da raça humana em mim, resolvi encarar uma
viagem a São Paulo aonde existia um buchicho de um médico curador.
Médico esse
que promete um tratamento milagroso apenas com vitaminas, cheguei a fazer por
alguns meses, mas não tive a mesma sorte. O fato mais engraçado lá foi um dia
em que eu andava com o apoio solidário da minha bengala de um lado e a mão de
meu pai na outra, atravessando na faixa de segurança , quando um veículo
totalmente enlouquecido cruza na minha frente e quase me atropela, em vez de eu
ter uma reação normal como qualquer pessoa e se assustar (claro que não). Eu pego a
bengala e taco-lhe na porta do carro do motorista, ele ficou tão surpreso que
nem parou, deve ter achado que eu era maluca kkkkkkk.
Pena que o carro era
importado...
Alguns anos se passaram
E cada
dia de bengala me fazia pensar no quão curiosas as pessoas são. Cada dia mais
me surpreendo com o que as pessoas pensam e falam!
No
ônibus, como não conseguia passar a roleta, sentava ao lado da “terceira
idade” e ouvia “minha filha, tu torceu o pé?”, “Tadinha, sofreu acidente
de moto, né?”, “Ai, minha filha, tão nova com problema de joelho, também
sofro com isso” e tantas outras perguntas as vezes trágicas, as vezes
cômicas. Na maioria das vezes eu ia o trajeto todo ouvindo as história dos
vovôs e vovós que sofrem de dores aqui e lá. Mas a maioria eram fofos e apenas
alguns de mal com a vida.
Cansada
de explicar o que é esclerose múltipla, eu acabava confirmando o “diagnóstico”
dos vovôs, e ainda me divertia contando historias mirabolantes sobre o
inventado acidente kkkk.
Nem
tudo era divertido, muito sofri discriminação em filas, porque as pessoas
acham que preferencial não pode ser uma mulher jovem e com “aparência” saudável
. Certa vez estava eu no Zaffari comprando algumas coisas e vi um caixa
preferencial vazio e me dirigi a ele, só para ilustrar, todos os caixas
estavam vazios, quando eu largo o que eu estava comprando na esteira, vem e me
empurra para minha surpresa uma senhora dizendo que ali era caixa preferencial
e que eu não podia estar ali. Olhei bem para ela e respondi: “A sra. Não sabe
olhar a placa? Na placa tem o desenho de idosos, grávidas, mulher com criança
de colo e DEFICIENTES FÍSICOS, logo tenho o mesmo direito que a sra. Mas como a
sra sua mãe não lhe ensinou que furar a fila é errado, vou deixar a sra. passar
na minha frente.” Não sei porque que ela não me respondeu kkkkkkk?!
No inicio era só a bengala
No início, eu andava e me virava bem com a minha muleta... Passei por
tantas coisas no mínimo curiosas, vou contar aqui e juro não é mentira.. Uma das pérolas foi quando eu já
estava de bengala, e como se só isso não fosse suficiente, devido a minha falha
na visão e falta de equilíbrio, cai no chão e tive uma fratura exposta na mão,
logicamente um braço com a bengala, e o outro o gesso.
Parecia uma acidentada de
transito com múltiplas fraturas kkk. Resolvi ir num médico, considerado
“bambamBam” em esclerose múltipla na Universidade da PUC/RS, por motivos óbvios
não irei divulgar o nome da “beldade”.
Com muito custo e ajuda de minha mãe, e após caminhar por inúmeros labirintos
mal sinalizados, consegui chegar ao consultório do médico, no qual pela minha
dificuldade de chegar, me atrasei imensos 3 minutos, gente foram 3 minutos mesmo. Ao
chegar esbaforida na secretaria, a mesma me disse, vou ver se o dr. aceita lhe
atender atrasada!!! Bom, ele me “atendeu”, o tal Dr. ao me ver entrar em seu
consultório de bengala e gesso no braço, solta a seguinte pérola: “Porque tu
usa essa bengala”?? Genteeee!!!! Eu não aguentei e respondi: “ Dr. o sr não
sabe que é sexy? Os homens tem fetiche por mulheres com bengala kkk. Não
entendi porque ele não quis me atender mais rsrsrsrsrsrsrs?!
Acompanhem os próximos capítulos... ;-)








